TPQB - Pós-Graduação em Tecnologia de Processos Químicos e Bioquímicos TPQB - Pós-Graduação em Tecnologia de Processos Químicos e Bioquímicos da EQ/UFRJ TPQB - Programa de Pós-Graduação em Tecnologia de Processos Químicos e Bioquímicos da EQ/UFRJ
Intranet
Por favor, digite ou corrija o CPF!
Por favor, digite sua Senha!
Lembrar Senha
Por favor, digite ou corrija o E-Mail!

Teses de Doutorado Defendidas: 2012

Estudo do Potencial Citotóxico, Genotóxico e Mutagênico em Células de Allium cepa da Parationa Metílica antes e após aplicação dos processos UV e UV/H2O2.

Autora: Bárbara Rodrigues Geraldino de Andrade.
Orientadoras: Juacyara Carbonelli Campos, Márcia Walquíria de Carvalho Dezotti.

Resumo

A parationa metílica é um praguicida do grupo dos inseticidas bastante utilizado no Brasil, mesmo após ter sido banido em vários países por uma série de suspeitas como desregulação endócrina e câncer.

No presente estudo foi avaliada a degradação da parationa metílica, na menor concentração que é preparada para aplicação em campo (30 mg/L), pela exposição à radiação UV e processo UV/H2O2.

A fotólise da PM levou a uma redução da sua concentração, atingindo uma eficiência de degradação de 83% após 120 min de exposição. Entretanto, para o processo UV/H2O2 nas razões molares H2O2/PM de 1:1 e 2:1 a eficiência de degradação foi de 99% após um período de irradiação de 100 min e 20 min, respectivamente.

Os valores das constantes cinéticas aparentes obtidas foram 0,0144 para a fotólise e 0,0484 e 0,2024 min-1 para o processos UV/H2O2, nas razões molares H2O2/PM de 1:1 e 2:1, respectivamente.

A fotólise não levou a mineralização da PM. Entretanto, no processo UV/H2O2 após um período de irradiação de 60 min observou-se uma redução do COT de 85% e 60% na razão molar H 2O2/PM de 1:1 e 2:1, respectivamente. Os íons sulfato foram os que apareceram em concentrações mais elevada quando aplicado processo UV/H2O2.

A atividade estrogênica da PM foi avaliada através do ensaio YES e observou-se uma fraca resposta estrogênica. A PM (30mg/L) induziu a formação de micronúcleo e aberrações cromossômicas em células meristemáticas de Allium cepa. No entanto, a PM exposta à radiação UV apresentou maior potencial em induzir alterações genéticas.

A fotólise da PM levou a um aumento significativo da genotoxicidade, indicando que apesar de ter ocorrido a sua degradação parcial, houve geração de metabólitos potencialmente tóxicos. A toxicidade diminuiu consideravelmente após o processo UV/H2O2 na razão H2O2 /PM de 2:1.