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Dissertações de Mestrado Defendidas: 2009

Produção de Cápsulas de Liberação controlada para fins de Biorremediação de Ambientes Contaminados por Hidrocarbonetos do Petróleo

Autor: Everton Amazonas dos Reis
Orientadores: Selma Gomes Ferreira Leite, Maria Helena Miguez da Rocha Leão.

Resumo

No atual contexto mundial, em que a preocupação com o meio ambiente vem crescendo abruptamente, o domínio de tecnologias tornou-se essencial para qualquer país. Tecnologias aplicáveis a diversos setores e que permitem um controle mais sofisticado de certas propriedades de uso de diferentes produtos alcançam hoje maior valor estratégico. Dentre as tecnologias com grande potencial está a microencapsulação de materiais ativos.

Diversos estudos vêm avaliando a utilização de fertilizantes de liberação lenta, como uma forma de bioestímulo, para fornecer as concentrações de nutrientes necessárias ao processo de biorremediação. Esses produtos já são usualmente utilizados para diferentes cultivares agrícolas e fornecem nutrientes para as culturas durante todo o seu ciclo de crescimento.

Diante da elevada potencialidade do uso de microorganismos degradadores de hidrocarbonetos de petróleo acoplado com a tecnologia de liberação controlada de materiais ativos, este trabalho tem como objetivo produzir cápsulas de liberação controlada de NPK para fins de biorremediação.

Para formulação do encapsulado foram utilizados os polímeros alginato e capsul®, e o fertilizante comercial NPK da empresa Sempre Verde®. Utilizou- se o óleo cru de base parafínica como única fonte de carbono e o meio mineral Bushnell-Hass para cultivar o consórcio de microorganismos degradadores de óleo. Foi utilizado o planejamento experimental para avaliar a concentração ótima de capsul e óleo cru nos sistemas de biorremediação.

Os resultados obtidos foram a produção de cápsulas de liberação lenta com 4 mm de diâmetro composta por 3 % de alginato (P/V) e 4,1% de capsul (P/V), com uma concentração de 68mg/l de nitrogênio total e 139mg/l de fósforo aprisionada em seu interior. As cápsulas foram aplicadas em experimentos em meio líquido (BH) contendo 0,22% do óleo cru apresentando uma degradação, pelo consórcio microbiano, de 39% de hidrocarbonetos totais, demonstrando ser uma ferramenta passível de ser aplicada na biorremediação desses hidrocarbonetos.