EPQB EPQB - Pós-Graduação em Engenharia de Processos Químicos e Bioquímicos EPQB - Pós-Graduação em Engenharia de Processos Químicos e Bioquímicos da EQ/UFRJ EPQB - Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Processos Químicos e Bioquímicos da EQ/UFRJ
Busca 
Intranet
Por favor, digite ou corrija o CPF!
Por favor, digite sua Senha!
Atenção: Os Candidatos aprovados para as turmas 2018/1 tanto de Mestrado quanto de Doutorado, que ainda não completaram seus dados, devem acessar a Intranet do EPQB para completar o cadastro, no período de 10/01/2018 a 17/01/2018. Só precisa preencher a opção Registro de Matrícula, subopções Dados Pessoais, Contato e Documentação.
Lembrar Senha
Por favor, digite ou corrija o E-Mail!
This is an example of a HTML caption with a link.
Formulário de Busca
×

Páginas dos Livros nos Sites das Editoras

Ver Legenda   Página Existente
  Página não encontrada

  1. A Aprendizagem Tecnológica no Brasil
  2. Análise Térmica de Materiais
  3. Aproveitamento Energético e Caracterização de Resíduos de Biomassa
  4. Biocatálise e Biotransformação
  5. Biocombustíveis no Brasil
  6. Biomassa para Química Verde
  7. Chemistry Beyond Chlorine
  8. Compositional Grading in Oil and Gas Reservoirs
  9. Controle e Monitoramento de Poluentes Atmosféricos
  10. Dinâmica, Controle e Instrumentação de Processos
  11. Economia da Energia
  12. Engenharia de Processos
  13. Gestão em Biotecnologia
  14. Glycerol - A Versatile Renewable Feedstock for the Chemical Industry
  15. Handbook of Fruit and Vegetable Flavors
  16. Inovação - O Combustível do Futuro
  17. Mapeamento Tecnológico de Polímeros Furânicos
  18. Modelagem Composicional de Frações de Petróleo - Vol. 1: Hidrocraqueamento de Frações Pesadas
  19. Modelagem Composicional de Frações de Petróleo - Vol. 2: Hidrotratamento de Destilados
  20. Modelagem e Controle na Produção de Petróleo
  21. Monoethylene Glycol as Hydrate Inhibitor in Offshore Natural Gas Processing
  22. Olefinas Leves - Tecnologia, Mercado e Aspectos Econômicos
  23. Oportunidades em Medicamentos Genéricos
  24. Panorama e Perspectivas da Estocagem Geológica de Gás Natural
  25. Patenteamento & Prospecção Tecnológica no Setor Farmacêutico
  26. Planejamento de Experimentos usando o Statistica
  27. Potencialidades do Cajueiro
  28. Processos Inorgânicos
  29. Reologia e Reometria - Fundamentos Teóricos e Práticos
  30. Reúso de Água em Processos Químicos
  31. Setores da Indústria Química Orgânica
  32. Technology Roadmap
  33. Tecnologia do Hidrogênio
  34. Tecnologia Enzimática
  35. Tecnologias de Produção de Biodiesel
  36. Technological Trends in the Pharmaceutical Industry
  37. Tendências Tecnológicas no Setor Farmacêutico
×

Teses de Doutorado Defendidas: 2010

Avaliação de Pigmentos de Pericarpo de Mangostão (Garcinia mangostana, L): Caracterização Química e Estudo de Estabilidade.

Autora: Andréa Gomes da Silva.
Orientadores: Maria Cristina Antun Maia, Maria Antonieta Peixoto Gimenes Couto, Paulo César Stringheta.

Resumo

O mangostanzeiro (Garcinia mangostana, L) originário dos trópicos asiáticos atualmente é cultivado em regiões de condições edafoclimáticas semelhantes as do seu habitat, como as da Amazônia e o sul da Bahia. O seu fruto, tradicionalmente consumido in natura, merece destaque pelas características sensoriais da sua polpa, sendo uma importante fonte de minerais. As cascas, de coloração purpúrea devido aos pigmentos antociânicos presentes, correspondem entre 70 a 80% do peso do fruto. Atualmente são desprezadas sem nenhum aproveitamento, porém podem representar uma fonte para produção de corante natural para uso nas indústrias de alimentos, medicamentos e cosméticos.

No presente trabalho foram avaliados frutos oriundos dos estados da Bahia (CBM) e do Pará (CPM), em relação à caracterização química e à estabilidade dos pigmentos extraídos dos pericarpos ante a ação da temperatura, da luz e do pH. Adicionalmente foi avaliado o potencial nutritivo da polpa e da casca do fruto mangostão. Tanto para as polpas como para as cascas a maior fração encontrada correspondeu ao teor de carboidratos. As concentrações de proteínas, lipídeos, cinzas e carboidratos mostraram-se semelhantes, com ligeira vantagem para as amostras da Bahia. As amostras apresentaram valores significativos de potássio, sódio, cálcio e fósforo. A composição centesimal das polpas mostrou perfil nutricional semelhante à maioria das frutas agridoces e com baixo percentual de amido. Foi verificada grande variação entre os valores de pH em função da região de origem de cultivo dos frutos, sendo um fator importante durante a etapa de extração dos pigmentos antociânicos. Os pericarpos apresentaram teores antociânicos totais variando de 52,9 a 100 mg/100g de pericarpo, expressos em cianidina, para os frutos produzidos no Pará e Bahia, respectivamente.

Foi isolado um flavonóide não antociânico e a elucidação estrutural por técnica de Ressonância Magnética Nuclear permitiu identificar que a substância é uma catequina (1-c-[2-(3,4-dihydroxyphenyl)-5,7-dihydroxy-3,4-dihydro-2H-chromen-3-yl]-β-L-allopyranose). Os estudos da estabilidade do pigmento foram realizados em presença e ausência de luz, em temperaturas de 40, 60 e 80ºC e em pH 2 e 3. Na presença de luz, as taxas de degradação (Kd), em h-1, foram 0,5x10-3 e 0,7x10-3 , para pH 2 e 3, respectivamente. Na ausência de luz em temperatura de 22±2°C (controle) o t1/2 foi estimado em de 96 dias para o pH 2 e de 48 dias em pH 3. Em pH 2, ao abrigo da luz, as taxas de degradação, em h-1, foram de 0,4x10-3, 2,1x10-3, 9,7x10-3 e em pH 3 e 0,8x10-3, 4,1 x10-3, 20,6 x10-3, para as temperaturas de 40, 60 e 80°C, respectivamente.

Os resultados indicam que os pericarpos podem ser considerados uma fonte promissora de pigmentos antociânicos e as polpas um repositor eletrolítico para praticantes de atividade física e uma fonte de potássio para indivíduos que usam medicamentos diuréticos.