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Dissertações de Mestrado Defendidas: 2008

Análise da Produção das Aureocinas A70 e A53 para uso em Alimentos e caracterização da Bac 3682.

Autora: Patricia Carlin Fagundes.
Orientadores: Maria Helena Miguez da Rocha Leão, Maria do Carmo de Freire Bastos.

Resumo

Este trabalho investigou o potencial de aplicação das aureocinas A70 e A53 na preservação de alimentos, além de detectar novas bacteriocinas (Bac) com o mesmo potencial de aplicação.

Na primeira parte deste trabalho, verificou-se que o meio de cultura BHI, ainda que mais oneroso para a indústria, mostrou ser o melhor meio de cultura para a produção das aureocinas A70 e A53. A produção máxima da aureocina A70 no meio BHI (1.600 UA/ml) foi alcançada com 8 h de crescimento da estirpe. Com relação à produção da aureocina A53, o máximo de produção foi de 400 UA/ml, com 6 h de crescimento da estirpe no meio BHI. Os valores determinados para a taxa específica de crescimento (durante a fase log) foram de 1,41 h-1 e tempo de duplicação de 30 min, para a estirpe S. aureus A70, e de 1,35 h-1 e 31 min, para a estirpe S. aureus A53, neste meio.

O rendimento de conversão de Bac em relação ao consumo de glicose e as produtividades relativas ao produto (Bac) formado foram maiores para ambas as estirpes em meio BHI do que no meio YPD. A cinética de ação da aureocina A70 parece ser bactericida contra a estirpe de Listeria innocua ATCC 33090. Entretanto, esta Bac não parece promover uma lise celular acentuada. Contudo, a ação exercida pela aureocina A53 contra a mesma estirpe testada foi bacteriolítica.

A meia-vida da aureocina A70, à temperatura de 25°C, foi de oito semanas, enquanto que a 4°C a meia-vida só foi observada na 20ª semana do experimento. Com relação à temperatura de -20°C, a meia-vida da aureocina A70 ocorreu no intervalo entre a 20ª e a 24ª semanas de armazenamento. Com relação à temperatura de 25°C, a meia-vida da aureocina A53 foi observada já na quarta semana, enquanto que a 4°C só foi detectada após 72 semanas. Não foi detectada alteração do título da aureocina A53 a -20°C, durante o experimento.

Estes resultados mostram que a aureocina A53 é mais estável com relação à ação dos fatores temperatura de armazenamento e tempo associado do que a aureocina A70. Os experimentos de aprisionamento das aureocinas A70 e A53 em matriz de alginato/gelatina revelaram que uma seção do filme com 1,5 cm² gerou a formação de uma zona de inibição de tamanho igual a 3,4 ± 0,2 cm², proporcionada pela ação da aureocina A70 contra a estirpe Corynebacterium fimi NCTC 7547, indicando que esta Bac foi liberada da matriz de alginato/gelatina. Por outro lado, este fato não foi observado com relação à ação da aureocina A53 aprisionada a esta matriz. Os experimentos de adsorção das aureocinas a material plástico revelaram que ambas permaneceram adsorvidas à superfície plástica utilizada e ativas.

Na segunda parte deste trabalho, 21 estirpes de Staphylococcus spp. de origem animal foram investigadas quanto à produção de substância antimicrobiana (SAM). Apenas quatro estirpes apresentaram atividade inibitória contra a estirpe indicadora C. fimi NCTC 7547, sendo duas identificadas como S. intermedius, uma como S. hyicus e uma como S. epidermidis.